"Tentativas. Isto resume a façanha de amar e de se perder ao mesmo tempo. Sucumbido pelas amarras intocáveis do tempo. Vislumbrei um futuro conjunto, uma vida repleta por sonhos grandes e inúteis para o homem.. deixei que minhas raízes não chegassem a se firmar sob o solo quente em que me coloquei desde sempre. Tapei as feridas da minha visão, calçando sobre ela mãos imundas que falsamente me protegiam dos meus piores medos. Estar sucumbido àquela ilusão me fazia sentir-me como se estivesse desfrutando de um delicioso narcótico...e nesta variação bipolar, afogava-me cada vez mais em mentiras e sujeiras. Logo as mãos a injustiça e do medo taparam por completo minha visão...eu queria aquilo. Eu precisava. TOLO! Era o que eles queriam, era o que ela queria. Ceguei-me por não ter coragem de contemplar o desconhecido, ceguei-me por não me permitir. Ceguei-me porque o amor precisou ser sentido, não visto. Ceguei-me porque amei."
"Pense comigo: divido o mesmo de tudo sempre. Divido meus sonhos. Divido minhas alegrias. Divido o pouco conforto que possuo. Compartilho da dor que me acalma. Mas há certos momentos que gostaria que possuir um bisturi e me tornar completamente egoísta. Rasgar-me e libertar-me do que me prende no mais profundo. Alguém aí me conseguiria um bisturi? Preciso urgentemente, antes que a insanidade tome conta do pouco que restou de minha triste honra."
"Agora ninguém além de mim podia ver o que eu via, não sentiam o que eu sentia. Ninguém via, ninguém sentia. Obtive a visão de chuva de sangue torrencial que cobria praticamente todo meu rosto, juntamente com um vislumbre de um sorriso de júbilo adotando forma na face do meu opressor. Havia feito minha parte, por mais fracasso que tivesse em seu cumprimento, não havia mais como lutar. Então, meu corpo estava entregue às areias de um futuro incerto, porém eu sentia o prazer de estar à beira da morte. Para alguém que jaz inteiramente debilitado, eu deveria estar me perguntando: Porque? Porque eu? Porque Deuses? Entretanto, tomei o lado oposto ao que qualquer ser faria: sorri, e o fazia de forma singular. Admiti que os ferimentos sangrassem, deixava o calor se alastrar por todo meu corpo. No murchar de minha tola vida, tudo foi apenas uma escolha. Não uma escolha atribuída por terceiros, ou meramente proveniente dos deuses. Não, foi a minha escolha e por isso orgulhava-me tanto. Agora já não havia mais nada a perder, a ruína de meu orgulho havia me alcançado. Não era esse meu fiel destino traçado? Certamente, naquele momento os deuses observavam o fracasso de mais um humano sujo e indigno de um lugar no Olimpo. E ouviu-se o estalo da guilhotina..."
"Encontrei a sanidade quando casei com meu ego e o trai com a insanidade."
"O insano é pensar que tudo na mente de um alucinado é a realidade mais verdadeira e pura que irá experimentar em toda sua existência. Prefiro a insanidade à realidade."
“Soube o que deveria fazer. Somos iguais aos outros animais da cadeia, precisamos matar para sobreviver. Assim fiz, assim agi. Havia uma necessidade mútua de um sobreviver e o outro morrer. Matei a ilusão, destruí o sonho. Para sempre não existia mais. Pelo menos não no meu mundo. Acordei mais uma vez. Sim, ela não estava ali e nunca esteve. Porém a tristeza não me dominou, havia sentido o gosto de ser o topo da cadeia alimentar. O efeito bumerangue taí, provando, levando e trazendo o que há de melhor e pior no Amor. Por fim, emergi.”
"Com cólera nos olhos, meus pesadelos assumiram o papel de destruir meus sonhos. Eles foram jogados em águas profundas e tentaram afogá-los com a maior crueldade já vista. Mataram-nos. Os sonhos sangraram copiosamente e eu nada pude fazer. Meus pesadelos eram mais fortes, mais cruéis.
Por intervenção amorosa, fui salvo. E eu apenas agradeci, fechei meus cansados olhos e descansei.
Furiosos, meus medos acertaram meu ponto mais fraco e se alimentaram dele como um banquete servido como um troféu sujo de alguma competição barata. Trituraram minhas esperanças e juntaram suas malditas forças para me verem cada vez mais fraco e deprimido. Eles não queriam morte. Eles queriam vida. Com morte não se tortura, com vida sim. Com morte eles não se divertiriam, com vida suas gargalhadas seriam ouvidas no mundo inteiro."
"Agora resido no infinito e minhas asas me levaram para bem longe de casa."
"Compreendo que meu chá está mais quente do que o normal, é que hoje comemoro a destruição do meu antigo eu e preciso estar bem condicionado a mergulhar nos meus pensamentos e me perder em ilusões. Obrigado"
VOCÊ NÃO É LIVRE!
"Quebrando a barreira do pensar, descobri as ricas jóias que minha mente por fim guardava. Jóias de respeito, dignidade, liberdade...sim, liberdade! O bem mais precioso que jamais tive o prazer de contemplar até o dia em que me vi na mesma situação que os pássaros em gaiolas imundas. O caos era minha gaiola. A esperança libertou-me. Neste momento sobrevoo os céus do prazer e vejo a felicidade daqui de cima.. e é tudo tão mais belo visto de cima. Deus tem sorte."
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